quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Anúncios de TV usam sons inaudíveis para monitorar usuários

Por Renato Santino - em 13/11/2015 às 17h30

Acha que os anúncios online estão cada vez mais invasivos? Boas notícias (só que não): os offlines também estão! Surgiu uma forma de monitorar pessoas que assistem a comerciais na TV, também, utilizando um sistema que usa ultrassom, inaudível ao ouvido humano, para coletar informações sobre o espectador.

A técnica vale tanto na web quanto em anúncios off-line, como na TV. Quando o material é exibido, ele emite sons inaudíveis que são captados por outros dispositivos, como smartphones, tablets, TVs, entre outros. Assim, é possível fazer o acompanhamento dos hábitos da pessoa entre múltiplos dispositivos.

Quando o som é captado por estes aparelhos, cookies de navegador passam a ser capazes de ligar um usuário a múltiplos dispositivos. Assim, é possível saber a quais comerciais a pessoa assiste e por quanto tempo ela assiste. Graças à integração com outros dispositivos, também é possível saber se a pessoa realiza alguma ação sobre o anúncio, fazendo uma busca na internet, por exemplo. Além disso, também é possível para os anunciantes saberem quais tipos de dispositivos a pessoa usa regularmente.

A prática já está gerando discussões entre as autoridades dos Estados Unidos, já que se trata de uma questão séria de invasão de privacidade, e grupos ativistas como o CDT (Centro para Democracia e Tecnologia) já repudiam o método.

Um documento divulgado pelo CDT cita como principal vilão uma empresa chamada SilverPush. O comunicado conta que quando um usuário encontra um anunciante SilverPush na web, o anunciante cria um cookie no navegador e, ao mesmo tempo, reproduz um áudio ultrassônico pelos alto-falantes do computador ou outro dispositivo. O código sonoro é entendido por outros aparelhos que tenham aplicativos instalados que tenham usado o kit de desenvolvimento da SilverPush.

No caso das TVs, o áudio também é silenciosamente transmitido pelo recinto e captado por aplicativos instalados em aparelhos.

Até abril de 2015, a plataforma da SilverPush já era usada em 67 aplicativos que monitoravam 18 milhões de smartphones. Em nenhum destes apps a prática é explícita e não há forma de evitar o monitoramento. A empresa também não divulga quais são os... ( continua em http://olhardigital.uol.com.br/noticia/anuncios-de-tv-usam-sons-inaudiveis-para-monitorar-usuarios/52998 )
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  • DOWNLOAD GRATUÍTO. FREE DOWNLOAD. AGUIAR, Vitor Hugo Berenhauser de. As regras do Truco Cego. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2012. 58 p. il.
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    http://periodicos.unesc.net/index.php/criaredu/article/view/1437


Microsoft criou o Google Earth 4 anos antes do Google, mas jogou o projeto fora

Por Redação Olhar Digital - em 13/11/2015 às 16h32



No final dos anos 90, a Microsoft criou um dos maiores sistemas de armazenamento do mundo, o TerraServer. Para provar a sua grande capacidade (1 terabyte de armazenamento), a empresa colocou à disposição do público uma série de imagens de satélite do planeta. O ano era 1997 e o Google nem sonhava com o Google Earth - lançado em 2001.


Reprodução

A ferramenta foi a primeira a disponibilizar publicamente um mapa de satélite interativo. A ideia era simples: deixar as pessoas visualizarem suas casas do espaço."A primeira demo que fiz, cortou a casa de Bill Gates ao meio, o que não foi muito bom. Durante o primeiro ano de funcionamento, recebi cerca e 20 mil e-mails, a maior parte deles dizendo duas coisas: 'Eu amo o TerraServer, vi minha casa', ou 'Eu odeio o Terra Server, não vi minha casa'", conta Tom Barclay, que comandava o projeto na época.

Ele explica que, desde o início, a ideia era construir o maior banco de dados do mundo. À princípio, a Microsoft sugeriu listar todas as transações da história da bolsa de Nova York e torná-las pesquisáveis, mas a tarefa consumiu somente meio terabyte de dados. A empresa precisava de algo maior.

Surgiu então a ideia de 'mapear' o país pela internet. Depois de algumas tentativas, Barclay sugeriu com a idéia de criação de imagens "mosaico", geradas automaticamente com base na parte do mapa que o usuário clicasse.  "Não quero parecer arrogante, mas é incrível a semelhança entre o que fizemos e as tecnologias atuais", comenta Barclay. 

Apesar de estar à frente, a companhia não enxergou o potencial da ferramenta e acabou encerranto o projeto. "Foi algo que fizemos para mostrar que nosso software poderia fazer, mas a empresa não se importava com a informação. O Google era uma empresa de informação, em primeiro lugar. Eles viram o valor desses dados", explica. O TerraServer deixou de funcionar em... ( continua em http://olhardigital.uol.com.br/noticia/microsoft-criou-o-google-earth-4-anos-antes-do-google-mas-jogou-o-projeto-fora/52991 )


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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Segredos da luz

Experimento mostra que informação quântica transmitida por fótons resiste aos efeitos da turbulência do ar

IGOR ZOLNERKEVIC | ED. 236 | OUTUBRO 2015

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© REPRODUÇÃO

A Noite Estrelada, de Vincent van Gogh

A Noite Estrelada, de Vincent van Gogh

O interesse de Osvaldo Farías pela influência da turbulência do ar na propagação da luz levou-o a visitar, há alguns anos, uma exposição em Nova York com o quadro A noite estrelada, de Vincent van Gogh (1853-1890). O físico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro, queria ver de perto a famosa tela, alvo de estudos feitos por colegas físicos que analisaram suas formas geométricas e concluíram que os vórtices pincelados pelo pintor holandês possuem uma ordem matemática semelhante à das correntezas turbulentas de ar, da água e dos fluidos em geral. Esse paralelismo entre arte e ciência pode ser evocado para explicar um trabalho recente do pesquisador.

Da mesma forma que é possível reconhecer a luz distorcida das estrelas no firmamento retratado por Van Gogh, Farías e uma equipe internacional de físicos demonstraram que, se forem codificadas quanticamente da maneira certa, as informações transportadas por um feixe de luz através da atmosfera turbulenta da Terra podem ser recuperadas. O resultado do estudo, publicado em fevereiro deste ano na revista Scientific Reports, abre caminho para o desenvolvimento de tecnologias de transmissão de mensagens confidenciais, teoricamente à prova de espionagem, por meio de fontes de laser montadas em terra ou embarcadas em navios, aeronaves e satélites. "Nosso experimento foi uma prova de princípio", explica Farías. "Geramos e transmitimos os estados de luz necessários para implementar um protocolo de criptografia quântica." Hoje existem sistemas comerciais de criptografia quântica, mas eles usam a rede de fibra óptica, e não a atmosfera, para transmitir dados.

A criptografia quântica é considerada mais segura do que a tradicional. É quase impossível ler ou copiar uma chave criptográfica transmitida por meio das propriedades quânticas das partículas que constituem a luz, os fótons. Diferentemente da criptografia clássica, a quântica permite ao receptor da chave, que depois será usada para decodificar uma mensagem secreta, descobrir qualquer tentativa de interceptação. Apesar da inviolabilidade teórica, a estratégia não se mostrou totalmente à prova de espionagem. Nos últimos anos, pesquisadores conseguiram violar sistemas comerciais que usam criptografia quântica.

A informação a ser transmitida nessas mensagens pode ser escrita em um código binário semelhante ao dos computadores usando uma propriedade quântica dos fótons chamada de polarização. Essa propriedade pode ser visualizada como uma flecha apontando para um certo sentido – por exemplo, para cima ou para baixo. Assim, um fóton com flecha para cima poderia representar um bit de informação do tipo 0, enquanto um fóton de flecha para baixo, um bit do tipo 1. As leis da mecânica quântica permitem ainda que um fóton apresente uma superposição de estados. No contexto da criptografia, esse fenômeno, que diferencia o mundo clássico do quântico, tornaria impossível para um espião determinar qual estado foi enviado.

Há entretanto um problema em usar a polarização dos fótons dessa maneira. Tanto o emissor como o receptor da mensagem precisam concordar exatamente com as definições de "para cima" e "para baixo". "Imagine um cenário de guerra em que alguém em terra precisa enviar uma mensagem secreta para um navio no mar", sugere o físico Stephen Walborn, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), colaborador de Farías. "O balanço para esquerda e para direita do navio vai criar erros na recepção da mensagem."

058-059_Luz Torcida_236Para evitar esse problema, Walborn e o físico Leandro Aolita, também da UFRJ, propuseram em 2007 uma nova maneira de codificar a informação quântica. Eles perceberam que poderiam preparar dois estados diferentes de fótons para representar os bits 0 e 1, cuja aparência não muda quando o receptor da mensagem gira ou balança em relação ao emissor. Um 0 seria codificado por um fóton cuja fase espacial percorre uma trajetória em espiral, girando em sentido horário, enquanto sua polarização gira, na mesma proporção, em sentido anti-horário. O 1 seria codificado por um fóton com giro da fase e da polarização em sentidos contrários ao 0. "Esses estados não sofrem mudanças quando há rotações", explica Walborn.

A ideia permaneceu como uma possibilidade teórica até 2011, quando Aolita e Walborn conheceram o físico Fabio Sciarrino, da Sapienza Universidade de Roma, Itália. O grupo de Sciarrino vem realizando experimentos com fótons de diferentes tipos de fases giratórias. Esses fótons são preparados dessa maneira quando um feixe de laser atravessa um filtro especial chamado de q-plate, desenvolvido pelo físico Lorenzo Marrucci, da Universidade de Nápoles Federico II, também na Itália. Os pesquisadores decidiram colaborar em um experimento que usaria filtros q-plate tanto para gerar os fótons propostos por Walborn e Aolita quanto para detectá-los.

Farías colaborou com o experimento desenvolvendo um modo de simular em laboratório o efeito que a turbulência do ar teria sobre o feixe de fótons transmitindo a informação quântica. "A turbulência causada por flutuações da temperatura e da densidade do ar age como uma lente que distorce o feixe de luz de maneira aleatória, como as miragens sobre o asfalto quente", explica Farías. "Construí uma máquina que mistura, por meio de ventiladores, o ar aquecido por resistências elétricas com o ar frio do laboratório. Quanto maior a diferença de temperatura entre o ar quente e o frio, maior o grau de turbulência. Assim, a máquina simula o efeito da propagação da luz por alguns quilômetros de ar."

Com o experimento, os pesquisadores provaram que o esquema de Walborn e Aolita funciona. Verificaram que, embora a turbulência distorça o feixe laser, o filtro q-plate receptor consegue captar fótons que preservaram sua informação quântica. "Mostramos que a informação detectada é confiável", diz Farías.

"A possibilidade de transmitir informação quântica codificada em estados que não dependam do alinhamento relativo entre o transmissor e o receptor é interessante para aplicações envolvendo estações móveis", comenta... ( continua em http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/10/14/segredos-da-luz/ )
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    http://periodicos.unesc.net/index.php/criaredu/article/view/1437


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Com realidade virtual, jogo recria experiência de vítima do 11 de setembro

Por Leonardo Pereira - em 05/11/2015 às 09h19

08:46
(Foto: Divulgação)

Um dos acontecimentos de maior impacto global da geração atual foi o ataque às Torres Gêmeas ocorrido em 11 de setembro de 2001. E um jogo lançado neste ano recria a experiência de terror que as pessoas afetadas tiveram - tudo em primeira pessoa, com a ajuda de um óculos de realidade virtual.

O jogo se chama 08:46, que foi o horário exato em que o primeiro avião atingiu o World Trade Center, em Nova York. O personagem está no 101º andar da Torre Norte, fazendo seu trabalho, quando sente o impacto no prédio (o primeiro a ser atingido).

O posicionamento é importante porque entrega o final trágico da história. Quem estava dali para cima não tinha como se salvar, uma vez que as escadas estavam bloqueadas. Em entrevista ao Business Insider, o diretor criativo Anthony Krafft adiantou que o jogo "acaba com um apagamento lento representando sufocamento ou com o salto do jogador [pela janela]".

Por mais macabro que isso tudo soe, a ideia aqui não é comercializar o sentimento do 11 de setembro. Krafft explicou que 08:46 é um projeto da escola francesa ENJMIN que não tem ambições comerciais e foi criado para lembrar que, para as vítimas, aquele era só mais um dia comum de trabalho. "Era essencial que fôssemos precisos, uma vez que jamais poderíamos ser obscenos ou sensacionalistas por respeito às vítimas".
Quem tem um Oculus Rift a partir da versão DK2 pode baixar a aplicação neste link. Além do trailer acima, que mostra a introdução de 08:46, neste vídeo aqui (que não permite incorporação) é possível... ( continua em http://olhardigital.uol.com.br/noticia/com-realidade-virtual-jogo-recria-experiencia-de-vitima-do-11-de-setembro/52737 )
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Professor lança livro sobre escravidão em Quissamã, no RJ

Do G1 Norte Fluminense
05/11/2015 10h30 - Atualizado em 05/11/2015 10h30

Livro é fruto de sua dissertação de mestrado em História, concluída no final de 2012 (Foto: Divulgação/Prefeitura de Quissamã)

Livro é fruto de dissertação de mestrado em
História (Foto: Divulgação/Prefeitura de Quissamã)


  O professor de história Eliseu Vargas, da Rede Municipal de Ensino de Quissamã, no Norte Fluminense, fará o lançamento do seu primeiro livro intitulado "Escravidão no Vale do Café: Vassouras. Senhores e Escravos em 1838". O evento será realizado nesta quinta-feira (5), às 18h, no Centro Cultural Sobradinho.

Segundo Eliseu, que é professor há cinco anos no município, o livro é fruto de sua dissertação de mestrado em História, concluída no final de 2012 pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ. Ele contou que na época da sua graduação na UERJ, trabalhou um pouco com o tema e resolveu se aprofundar mais sobre o assunto no mestrado.

"Esse trabalho me deu o título de mestre em História e foi para o banco de teses de mestrado no site da universidade, foi então que recebi a proposta de escrever o livro. Não esperava por isso, mas veio como o reconhecimento do trabalho realizado com dedicação", declarou.

O livro conta histórias de uma insurreição escrava ocorrida na cidade de Paty do Alferes, que na época era uma freguesia de Vassouras, onde fugiram das senzalas cerca de 300 escravos da região. Eles pretendiam fazer um quilombo, mas o governo regencial de 1838 reuniu tropas para combater esses escravos.

Eliseu ressalta que essa fuga revela uma briga política entre senhores de escravos e que é um tema bem forte e interessante sobre a escravidão. "Em um inventário que pesquisei havia até a citação do escravo Julião, oriundo de uma região da África chamada... ( continua em http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/noticia/2015/11/professor-lanca-livro-sobre-escravidao-nesta-quinta-feira-em-quissama-no-rj.html )

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Vida virtual após a morte


Fotograma de 'O Sétimo Selo' (1957), de Ingmar Bergman.

Qualquer que seja a forma de imortalidade que o futuro nos reserve –holograma ou avatar, cura ou clonagem–, já existe uma da qual dispomos hoje mesmo: a permanência nas redes sociais, uma forma de vida virtual póstuma que a bem da verdade deixa o defunto tão gelado quanto já estava, mas de certa forma deposita uma cópia dele na nuvem, para consolo dos seus seres queridos, ou pelo menos dos amigos de Facebook. Gostemos ou não, essa é a maneira de morrer nesta aurora do terceiro milênio, e faltar com ela começa a parecer tanta desconsideração quanto usar gravata vermelha em velório.

Por mentira que pareça, o Facebook não tem nem dez anos, mas 30 milhões de usuários seus já morreram, seguindo esse fatídico costume de todas as coisas biológicas neste vale de lágrimas. Esse é, portanto, o número de almas que andam penando pelo lado escuro da rede social de Mark Zuckerberg. É como se uma Xangai e meia de espectros digitais pairasse pelo hiperespaço –a cidade mais povoada do outro mundo–, e os efeitos disso estão aparecendo por toda parte.

Não é raro, por exemplo, que lhe chegue um pedido de amizade de um morto, o que pode levá-lo a certa, digamos, inquietação filosófica. O Facebook, aliás, oferece a possibilidade de criar uma conta em homenagem a usuários que já nos deixaram, e há sites como o espanhol Duelia.org que se dedicam exclusivamente a esse tipo de coisa. Outras empresas, como o Grupo Mémora, permitem compilar o legado digital do finado, o que pode acabar sendo pavoroso, ao menos em certos casos. Felizmente, há outras firmas, como a Postumer.com, que se empenham em fazer justamente o contrário: eliminar as contas do morto e apagar sua passagem por este mundo, para começar do zero em outro. As pessoas morrem, e para a maioria parece corriqueiro o que vai acontecer com todas as suas curtidas e tuítes. Mas o legado digital cresce sem medida: quase 55 milhões de fotos são publicadas mensalmente no Flickr, o Youtube aloja centenas de milhares de vídeos diariamente, e um em cada cinco habitantes do planeta tem uma conta no Facebook.

Apesar de tudo isso, os enterros, cremações e funerais continuam sendo tão reais como antes da invenção do transístor, embora nem por isso permaneçam imunes aos avanços tecnológicos. Um terço dos participantes de enterros, por exemplo, tira selfies no cemitério, e muitos deles postam a foto no Instagram sem nem esperar o caixão baixar, segundo um estudo com 2.700 pessoas encomendado pela funerária britânica Perfect Choice Funerals. Não se sabe ao certo por que a empresa quis fazer a pesquisa; talvez cogite alugar paus de selfie na hora em que o cortejo fúnebre aparece. Nessas horas difíceis, afinal, sempre há quem esqueça o seu casa.

Sim, pode parecer escandaloso, irritante, de mau gosto, mas recordemos esses funerais de Nova Orleans que todos secretamente invejamos, em que, depois que a carne mortal está enterrada, a orquestra de metais volta a brilhar, tocando alegres ritmos sincopados. Que diferença faz um selfie ao lado disso tudo?

Ou, ampliando o foco da pergunta: o que há de realmente novo no luto do mundo contemporâneo? Será que a ciência e a tecnologia nos oferecem alguma forma nova, ainda que metafórica, de imortalidade? E, se não, oferecerão algum dia?

Com relação à primeira pergunta, sobre a situação atual, o Facebook, os blogs e demais sites dedicadas ao luto e à memória estão estendendo à população geral o que até agora era privilégio de grandes escritores, memorialistas e outras celebridades: a imortalidade conferida pela obra. Mas esse assunto já foi resolvido há muito tempo por Woody Allen, que não queria ser imortal por sua obra, e sim por não morrer. Exato. E aí está o problema.

O problema é que, a despeito do que digam padres, metafísicos e livros de autoajuda, a morte não é um assunto religioso, metafísico ou psicanalítico, e sim algo tão concreto quanto a própria vida, que é feita de coisas que se deterioram, se degeneram e se desintegram. Existem poucos princípios tão gerais como esse. Todos entendemos perfeitamente a morte, desde que seja a morte dos outros. Nossa incapacidade de aceitar a nossa, e de viver tranquilamente até que ela chegue, não é senão uma consequência de como é difícil entender a ideia de não ser. Mas também é difícil entender o bóson de Higgs, e aí o fotografaram em Genebra.

A clonagem nos tornará imortais? Não, pelo amor de Deus. Um clone não é senão um irmão gêmeo, só que vive mais tarde. E, vendo um casal de gêmeos, ninguém acha que se um deles morrer irá sobreviver no outro. São duas pessoas, extremamente parecidas, mas duas. Então, não será possível descarregar a estrutura cerebral de alguém, incluídas todas as suas experiências e lembranças, em algum tipo de suporte físico ou informático? Pois com certeza sim, porém o resultado não será você, e sim outra coisa que se parecerá em tudo com você, mas será outra coisa. Melhor esquecermos a ideia de sermos imortais. Se cada um de nós deixar uma página no Facebook, não haverá ninguém para lê-las, e continuaremos sozinhos e ignorados durante uma eternidade de silício, um infinito... ( continua em http://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/30/tecnologia/1446237696_750231.html )

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

BRUNO VAI CORRIGIR A TUA POSTURA EM TEMPO REAL

Em http://informacao.canalsuperior.pt/noticia/20227

Bruno Ribeiro, mestre em Engenheira Biomédica pela Universidade Nova de Lisboa, venceu o Fraunhofer Challenge, na categoria de mestrado, com um projeto para a correção postural. A Fraunhofer Portugal distinguiu os melhores projetos científicos do país na última quarta-feira. 

POR

«Passamos grande parte dos nossos dias sentados. Nem sempre adotamos a postura mais correta, o que a longo prazo tem efeitos negativos para a nossa saúde», constata Bruno Ribeiro, mestre em Engenheira Biomédica pela Universidade Nova de Lisboa, ao Canal Superior. 

Evitar este cenário através da tecnologia é o objetivo do SYPEC, um sistema que permite avaliar e corrigir a postura em tempo real. O papel de Bruno Ribeiro foi conferir «inteligência» a este sistema. Como? Através de algoritmos. Algoritmos que lhe valeram o primeiro prémio da sexta edição do Fraunhofer Challenge, na categoria de teses de mestrado. 

O projeto SYPEC resulta de uma parceria entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a empresa NGNS - Ingenious Solutions, onde Bruno Ribeiro trabalha hoje para dar continuação à investigação académica, que apresentou em novembro do ano passado. 

Em termos práticos, explica Bruno, a tecnologia pretende que adotes uma «melhor postura» de forma «subconsciente». 

Para isso, as bolsas de ar acopladas à cadeira - o sistema SYPEC - adequam-se «suavemente» às costas do utilizador. As «bolsas de ar tanto nas costas [da cadeira] como no assento» permitem adquirir «valores relativos à pressão feita pelo utilizador quando está sentado e, assim, modificar a quantidade de ar dentro das bolsas para realizar a correção» da postura, acrescenta o jovem de 24 anos. 

Para já, foram desenvolvidos três protótipos do SYPEC, faltando agora... ( continua em http://informacao.canalsuperior.pt/noticia/20227 )


Além da tese de Bruno Ribeiro, outros cinco projetos científicos nacionais foram distinguidos, na passada quarta-feira, pela Fraunhofer Portugal:

Mestrado

1º Lugar - Bruno Ribeiro (Nova de Lisboa) «SYPEC: Development of New Algorithms of Postural Classification and Correction»
2º Lugar - Diana Batista (U.Lisboa) «Pervasive ECG monitoring and analysis: a cloud computing approach for user-centered healthcare»
3º Lugar - João Felício (U.Lisboa) «Wideband Body-Implantable Antenna for Short-Range High Data Rate Communication»

Doutoramento

1º Lugar - Sérgio Lopes (U.Aveiro) «Bringing low-cost centimeter-level indoor positioning to conventional smartphones»
2º Lugar - Mário Vairinhos (U.Aveiro) «ATA - Adaptable Tangible Artifacts in Home Environment»
3º Lugar - Hoang Van Xiem (U.Lisboa) - «A Novel Scalable Video Coding Solution Combining the Predictive and Distributed Paradigms»

  • DOWNLOAD PARCIAL. LARCEN, César Gonçalves. Mais uma lacônica viagem no tempo e no espaço: explorando o ciberespaço e liquefazendo fronteiras entre o moderno e o pós-moderno atravessando o campo dos Estudos Culturais. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2011. 144 p. il.
  • DOWNLOAD GRATUÍTO. FREE DOWNLOAD. AGUIAR, Vitor Hugo Berenhauser de. As regras do Truco Cego. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2012. 58 p. il.
  • DOWNLOAD GRATUÍTO. FREE DOWNLOAD. LINCK, Ricardo Ramos. LORENZI, Fabiana. Clusterização: utilizando Inteligência Artificial para agrupar pessoas. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2013. 120p. il.
  • DOWNLOAD GRATUÍTO. FREE DOWNLOAD. LARCEN, César Gonçalves. Pedagogias Culturais: dos estudos de mídia tradicionais ao estudo do ciberespaço em investigações no âmbito dos Estudos Culturais e da Educação. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2013. 120 p.
  • CALLONI, H.; LARCEN, C. G. From modern chess to liquid games: an approach based on the cultural studies field to study the modern and the post-modern education on punctual elements. CRIAR EDUCAÇÃO Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação UNESC, v. 3, p. 1-19, 2014.
    http://periodicos.unesc.net/index.php/criaredu/article/view/1437