segunda-feira, 31 de março de 2014

Este jovem italiano criou uma caneta para invisuais


Em http://p3.publico.pt/vicios/hightech/11453/este-jovem-italiano-criou-uma-caneta-para-invisuais

Filippo Fiumani, artista italiano de 26 anos, criou uma caneta para invisuais, mas até lá chegar desenhou em bananas, espalhou-as por Lisboa, e também se inspirou em tatuagens de prisioneiros russos

Texto de Maria João Lopes • 28/03/2014 - 11:20


O jovem artista italiano de 26 anos estava quase a desistir da ideia quando pôs a última caneta que construiu nas mãos de Francisco Vicente, invisual de 49 anos. “Juro que nunca vi uma expressão assim tão forte na cara de uma pessoa. ”Filippo Fiumani desenvolveu vários protótipos de uma caneta que faz desenhos em relevo até chegar ao resultado final que apresentou no âmbito de um mestrado: chama-se Le Mani e é um objecto leve, movido a electricidade, que vai criando relevo no papel à medida que é usado e que pode ter aplicações não só no campo artístico, mas também educativo.

 

A caneta é para toda a gente, mas o sentido final do instrumento foi pensado para que quem não vê possa desenhar e ainda perceber o que os outros desenham, através do relevo criado. Filippo Fiumani teve 20 valores com este projecto que desenvolveu durante seis meses, ao longo do mestrado em Design de Produção no IADE — Creative University, em Portugal.

 

Antes de ter pedido a Francisco Vicente (conhecido por Frank), que perdeu a visão aos 21 anos, para experimentar a última caneta que concebeu, Filippo Fiumani já começava “a achar que estava a tentar dar um fim a uma coisa que realmente se calhar ninguém precisava”. Hoje está tão confiante na utilidade da caneta que até já tem mais ideias para aperfeiçoá-la e tentar convencer financiadores a comercializá-la.

 

Apesar de haver no mercado outras canetas pensadas para serem usadas por invisuais, de uma forma geral, aquela criada por este artista é sobretudo para desenhar ou perceber o que os outros desenham. Tem uma ponta que funciona como uma agulha, que vai furando e criando relevo no verso do papel, e que é movida por um pequeno motor — alguns protótipos funcionam através de pilhas ou baterias, outros, como o último, trabalham directamente ligados a uma tomada eléctrica. Agora a ideia de Fiumani é precisamente retirar essa parte eléctrica, fazendo com que o movimento não dependa deste tipo de energia. O criador quer tornar a caneta não só mais autónoma, mas também ecológica.

 

Filippo Fiumani é natural de Loreto, em Itália, embora tenha vivido sempre em Osimo. Em 2010 chegou a Portugal, para fazer Erasmus em Lisboa, e, embora pelo meio tenha viajado e passado mesmo uma temporada em Florianópolis, Brasil, é por Portugal que tem andado nos últimos quatro anos e é por cá que quer ficar. Já passou também por Peniche, esteve numa empresa em que aprendeu a arranjar e a fazer pranchas de surf – a modalidade é uma das paixões que tem, a par de muitas outras, como o desenho, as tatuagens dos marinheiros e dos prisioneiros russos, a iconografia dos santos… Até 1 de Abril, Filippo Fiumani tem mesmo uma exposição na Fábrica Features, no Chiado, em Lisboa, que se chama "Santos, Marinheiros e Barbudos".

 

Bananas grafitadas

Quando começou a pensar na tese de mestrado que teria de entregar, no trabalho que iria desenvolver, Filippo Fiumani não pensava fazer uma caneta que pudesse ser usada por invisuais. Isso acabou por acontecer, mas não foi programado desde início. Neste caso específico, o que o inspirou mesmo foram as tatuagens dos prisioneiros russos ou o método usado por eles para gravarem imagens no corpo.

 

“Comecei a estudar como é que os presos russos faziam as tatuagens na prisão. Qual era o instrumento? Inicialmente usavam uma agulha e faziam uma tinta com borracha queimada. Queimavam a borracha, a cinza era posta num pano, urinavam para aí e o líquido que caía era o que usavam para molhar a agulha [e se tatuarem] ”, explica. Com o tempo, “começaram a substituir o puro trabalho manual” por uma agulha já com motor, que conseguiam aplicar, retirando, por exemplo, a bateria de algum walkman disponível nas prisões para os reclusos ouvirem música.

 

Fiumani não criou logo a caneta final, a que considera mais conseguida do ponto de vista da leveza e do manuseamento. Criou vários protótipos até lá, experimentou diferentes superfícies, como tecido, madeira, fruta. Uma manhã, quando acordou e foi buscar, como sempre faz, uma banana para comer, olhou para ela e começou a experimentar a caneta, a fazer desenhos na superfície amarela.

 

A partir daí, decidiu levar as experiências mais longe e começou a pendurar bananas desenhadas em vários sítios de Lisboa e a trocar as que estavam no supermercado pelas da sua autoria. “O engraçado é que [no supermercado] levavam sempre as pintadas. Uma vez entrei, deixei lá umas dez e depois fui dar uma volta, comprar um pouco de massa... Estava lá um menino que se virou para outro e disse ‘olha, olha, João, chegaram as bananas grafitadas da Colômbia!”, conta. Havia quem tirasse fotografias e quem... ( CONTINUA EM http://p3.publico.pt/vicios/hightech/11453/este-jovem-italiano-criou-uma-caneta-para-invisuais )





sexta-feira, 28 de março de 2014

Congresso rejeita criação de bolsa para mestrado profissional

Em http://noticias.r7.com/educacao/noticias/congresso-rejeita-criacao-de-bolsa-para-mestrado-profissional-20140328.html

Icone de Educação Educação

publicado em 28/03/2014 às 00h10:

Programa prevê bolsas mensais por um período de dois anos

Da Agência Câmara

A Comissão de Educação rejeitou o Projeto de Lei 5105/13, do deputado Guilherme Mussi (PSD-SP), que institui o Programa Nacional de Bolsa de Estudo para Mestrado Profissional – Pós-Graduação Stricto Sensu.

Regulamentado pela Portaria Normativa do Ministério da Educação (MEC) 07/09, o mestrado profissional diferencia-se do acadêmico por enfatizar estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho profissional.

Pela proposta, o programa será financiado com recursos dos royalties do petróleo e da participação especial, previstos na Lei do Petróleo (Lei 9.478/97), e executado e administrado pelo MEC em conjunto com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes).

O programa prevê bolsas mensais por um período de dois anos aos alunos de mestrado profissional reconhecido ou habilitado pelo MEC, cabendo ao ministério divulgar anualmente os valores das bolsas.
Relator na comissão, o deputado Izalci (PSDB-DF) reconheceu a importância do mestrado profissional como nova vertente de pós-graduação do País e destacou que já existem em andamento 338 programas desse tipo.

Entretanto, ao propor a rejeição do texto, Izalci afirmou que a regulamentação da concessão de bolsas de pós-graduação por meio de lei contraria o modelo exitoso que vem sendo amplamente utilizado no País.

— Esse modelo vai de encontro à organização e ao funcionamento do conjunto dos programas de fomento à formação de pessoal de alto nível no País, operados, no âmbito federal, basicamente pela CAPES e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), explicou.

Segundo Izalci, são essas agências que normatizam e atualizam os programas voltados para a pós-graduação e a pesquisa.

— Nenhum desses programas é regulamentado por lei e essa é uma característica que assegura a flexibilidade necessária para sua implementação e atualização e tem sido um dos pilares do sucesso das políticas relativas a esse nível de formação, completou.

O relator lembrou ainda que, ao identificar as fontes de recursos para manutenção do programa, o projeto refere-se a dispositivos legais que não mais estão vigentes, como a Medida Provisória 592/12, cuja vigência foi encerrada 2013.

Tramitação

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de... ( CONTINUA EM http://noticias.r7.com/educacao/noticias/congresso-rejeita-criacao-de-bolsa-para-mestrado-profissional-20140328.html )




Educação rejeita criação de bolsa para mestrado profissional

Em http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-12--270-20140327

27/03/2014 -- 14h27
Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Educação rejeitou na quarta-feira (26) o Projeto de Lei 5105/13, do deputado Guilherme Mussi (PSD-SP), que institui o Programa Nacional de Bolsa de Estudo para Mestrado Profissional – Pós-Graduação Stricto Sensu.

Regulamentado pela Portaria Normativa do Ministério da Educação (MEC) 07/09, o mestrado profissional diferencia-se do acadêmico por enfatizar estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho profissional.

Pela proposta, o programa será financiado com recursos dos royalties do petróleo e da participação especial, previstos na Lei do Petróleo (Lei 9.478/97), e executado e administrado pelo MEC em conjunto com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes).

O programa prevê bolsas mensais por um período de dois anos aos alunos de mestrado profissional reconhecido ou habilitado pelo MEC, cabendo ao ministério divulgar anualmente os valores das bolsas.
Relator na comissão, o deputado Izalci (PSDB-DF) reconheceu a importância do mestrado profissional como nova vertente de pós-graduação do País e destacou que já existem em andamento 338 programas desse tipo.

Entretanto, ao propor a rejeição do texto, Izalci afirmou que a regulamentação da concessão de bolsas de pós-graduação por meio de lei contraria o modelo exitoso que vem sendo amplamente utilizado no País.
"Esse modelo vai de encontro à organização e ao funcionamento do conjunto dos programas de fomento à formação de pessoal de alto nível no País, operados, no âmbito federal, basicamente pela CAPES e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)", explicou.

Segundo Izalci, são essas agências que normatizam e atualizam os programas voltados para a pós-graduação e a pesquisa. "Nenhum desses programas é regulamentado por lei e essa é uma característica que assegura a flexibilidade necessária para sua implementação e atualização e tem sido um dos pilares do sucesso das políticas relativas a esse nível de formação", completou.

O relator lembrou ainda que, ao identificar as fontes de recursos para manutenção do programa, o projeto refere-se a dispositivos legais que não mais estão vigentes, como a Medida Provisória 592/12, cuja vigência foi encerrada 2013.

Tramitação

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de... ( CONTINUA EM http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-12--270-20140327 )



Islandeses desenvolvem moeda virtual exclusiva para o país

Em http://info.abril.com.br/noticias/mercado/2014/03/islandeses-desenvolvem-moeda-virtual-exclusiva-para-o-pais.shtml

25/03/2014 15h16 - Atualizado em 25/03/2014 15h17




No primeiro minuto do dia de hoje, cada habitante da Islândia ficou 380 dólares mais rico. Pelo menos, virtualmente. Os desenvolvedores da Auroracoin, uma moeda desenvolvida exclusivamente para islandeses, disponibilizaram virtualmente um valor equivalente a 125 milhões de dólares, que podem ser resgatados pelos mais de 300 mil cidadãos da ilha do Atlântico Norte.

Essa quantia corresponde a 31,8 milhões de Auroracoins, que garantem 380 dólares para cada habitante, de acordo com a cotação estabelecida antes que a distribuição fosse iniciada.

Os islandeses podem resgatar o valor entrando com a conta do Facebook em um portal onde precisam apenas cadastrar o número de identidade. Até agora, apenas 1% dos Auroracoin foram resgatados, de acordo com a própria desenvolvedora. Porém, o portal está fora do ar, devido ao grande número de acessos.

O Auroracoin foi desenvolvido por Baldur Friggjar Óðinsson, de identidade desconhecida, nos moldes de Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, a moeda virtual mais famosa do mundo. O objetivo do Auroracoin é “descentralizar o poder” e aquecer a economia da Islândia, que foi duramente atingida pela crise econômica de 2008 e ainda sofre com a desvalorização de sua moeda nacional, o kroner.

A ideia de utilizar moedas virtuais para reaquecer economias frágeis é um movimento que ganhou força no mundo nos últimos anos. Na Escócia, um investidor local ofereceu mil Scotcoins para cada cidadão do país. Um Greececoin também foi lançado na... ( CONTINUA EM http://info.abril.com.br/noticias/mercado/2014/03/islandeses-desenvolvem-moeda-virtual-exclusiva-para-o-pais.shtml )



Quer aumentar o alcance da mensagem no Facebook? Pague e apareça

Em http://idgnow.com.br/blog/circuito/2014/03/22/quer-aumentar-o-alcance-da-mensagem-no-facebook-pague-e-apareca/

Publicada em 22/03/2014 16:11

O descontentamento das marcas com a queda do alcance orgânico no Facebook está aumentando. O assunto é tão polêmico que motivou o IAB Brasil a inserir na última edição do  evento Social Media Insights um painel específico para discutir se há ou não um  ponto de equilíbrio entre mídia paga e mídia orgânica. Renato Domingues, gerente de negócios do Facebook, tentou, em vão, explicar o inexplicável.

Na opinião dele, bem como de Cadu Aun, diretor comercial do Twitter no Brasil, as redes sociais estimulam o alcance orgânico através da criatividade e do bom conteúdo. Parece óbvio e é.

Camila Porto de Camargo, colunista do iMasters, costuma dizer que o grande erro de muitas marcas é achar que pelo fato de Facebook e Twitter serem gratuitos, elas podem usar esses canais gratuitamente para vender seus produtos.

A mídia orgânica é importante? Muito. Especialmente para saber o que estão falando sobre ela, suas marcas, sobre  mercado, sobre os concorrentes, seu atendimento… Mas só ela não é suficiente.

Quer ter um alcance bom e acima da média? Trate seus posts como anúncios publicitários. Faça posts relevantes, pague a colocação com base na segmentação da audiência e envolva bons influenciadores que irão compartilhar seu conteúdo – no Facebook isso inclui a troca de referências entre as marcas, através de hashtags, por exemplo.

Trocando em miúdos, combine os Facebook Ads e os tweets patrocinados com uma estratégia criativa, sólida e pensada, de forma a impulsionar o crescimento orgânico.

OK. Acontece, que as últimas mudanças promovidas pelo Facebook, impactaram diretamente o uso da rede social por parte das marcas e deixaram isso muito claro. Especialmente a mudança do algoritmo, em dezembro de 2013.

“O Facebook está se tornando claramente uma plataforma de mídia”, afirma Rodrigo Nincao, da Loducca.

Semanas atrás o Ad Age teve acesso a materiais enviados recentemente para parceiros e anunciantes norte-americanos em que a rede social afirma: “Nós esperamos que a distribuição orgânica de uma página individual vá cair gradativamente com o tempo a medida que trabalhamos continuamente para ter a certeza de que os usuários tenham uma experiência significativa”.

No documento intitulado “Generating business results on Facebook” os anunciantes são aconselhados a considerarem a distribuição paga para maximizar a entrega da sua mensagem no feed de notícias.

Mais recentemente, a Social@Ogilvy também publicou os resultados de um estudo mostrando que o alcance médio dos posts orgânicos caiu de 12,05%, em outubro, para 6,15%, em fevereiro. Em 23 páginas analisadas com mais de 500 mil likes a queda foi de 4,04% para 2,11%. Em quatro meses, a queda foi de mais ou menos 50%.

VER IMAGEM DE GRÁFICO NO SITE ORIGINAL DA PUBLICAÇÃO

No entanto, perguntado por que o Facebook mudou as regras do jogo, Renato Domingues negou mudanças e insistiu na tese de que, na verdade o feed de notícias está é mais competitivo. “O número de usuários cresceu, o volume de postagens também, é evidente que o newsfeed está mais concorrido, já que o nosso algoritmo pré-seleciona apenas os 1500 posts que podem ser mais relevantes para o usuário”, argumentou.

De acordo com o executivo, o equilíbrio entre mídia orgânica e mídia paga na rede social depende do entendimento de como o seu target será impactado pelo alcance orgânico para complementar o alcance e a frequência desejados através da mídia paga.

Quer exemplos? Também na semana passada, em um encontro com profissionais de imprensa, Eduardo Villalba, líder de soluções do Facebook para clientes Latam, disse algo bem parecido. Primeiro posicionou a rede social como uma ferramenta de comunicação e uma plataforma de descobertas de informações, recebidas de forma dinâmica ou automática e também através do feedback das marcas e dos amigos. E tudo isso acontece majoritariamente no feed de notícias, montado por um algoritmo que se baseia nas escolhas de cada usuário, seu comportamento, etc.

“Antes de fazer a veiculação de um anúncio, o mais importante é entender qual o objetivo de negócio do anunciante e quais são os resultados que ele realmente quer obter. Por quê? Porque o Facebook é uma plataforma que trabalha com segmentação e formatos. Na parte de segmentação o cliente tem desde os dados demográficos até os interesses dos usuários”, afirma Villalba.

Em alguns momentos, o público mais valioso que você pode alcançar é aquele com o qual você já possuí algum vínculo.

Dentro do feed de notícia, o anunciante tem apenas um impacto por dia. O que muda é o direcionamento de peças, o dimensionamento, a segmentação por dispositivo (desktop, modelo de smartphone, etc…).

O formato de anúncio utilizado vai depender muito do objetivo do anunciante. “Se o objetivo for aumentar vendas e converter muito, o anúncio de link pode ser mais apropriado porque não tem dispersão. Funciona muito bem para e-commerce”, explica Villalba. “Se eu quero gerar cadastros no meu site, paste post link. Se eu tenho que lançar um produto, posso pensar em um evento e usar as ferramentas de evento do Facebook”, diz ele.

O Hotel Urbano, por exemplo, optou por anúncio de link no feed de notícias para venda de pacotes de viagem. Também utilizou a ferramenta de Públicos Personalizados. A partir da base de e-mails de seus clientes foi possível direcionar as campanhas para um grupo específico. Para ampliar seu alcance, a companhia recorreu ainda à ferramenta Públicos Semelhantes, que encontra pessoas com interesses similares aos de quem está nessa mesma base. O resultado dessa combinação de produtos e ferramentas foi uma diminuição de 30% no custo por aquisição (CPA), 20% de taxa de conversão e um retorno sobre investimento (ROI) de seis vezes.

Fanpages
O documento de 3 páginas ao qual o Ad Age teve acesso também contém uma sessão que reposiciona como anunciantes devem pensar sobre a aquisição de mais fans na rede social. Em linhas gerais, fica subentendido que o principal jeito de adquirir novas curtidas não é construir um canal de distribuição de conteúdo grátis, mas sim melhorar os seus anúncios.

Mas atenção: isso não quer dizer que você deva comprar likes (curtidas) no Facebook. Pesquisa recente da Millward Brown, que identificou as 10 melhores fanpages do Brasil, concluiu que o tamanho da fan page e o seu FanIndex não têm relação direta. Tamanho da fanpage não é documento. Não garante um bom engajamento. “Para ser uma fanpage de sucesso é preciso ter objetivo claro e plano consistente”, afirma Silvia Quintanilha, Client Service VP da Millward Brown, reforçando a mensagem de que nas mídias sociais é preciso muita estratégia para alcançar resultado. “E uma boa estratégia no Facebook vai além de colecionar likes”, diz ela.

Resumo da ópera... ( CONTINUA EM http://idgnow.com.br/blog/circuito/2014/03/22/quer-aumentar-o-alcance-da-mensagem-no-facebook-pague-e-apareca/ )








Entre paredes de concreto

Em http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/12/18/entre-paredes-de-concreto/

Mapas históricos exibem as transformações na forma e na função de rios encobertos por avenidas

CARLOS FIORAVANTI | Edição 214 - Dezembro de 2013

© GUILHERME GAENSLY / IMS

A futura metrópole Este era o Tietê e o clube de regatas na São Paulo de 1915. No mapa,  o rio e a cidade em 1930

Este era o Tietê e o clube de regatas na São Paulo de 1915.

Mais uma vez, nesta época do ano, quando as chuvas estão mais fortes e frequentes, os rios e córregos da cidade de São Paulo voltam a ser vistos e lembrados, ao empurrarem para as ruas o excesso de água que não conseguem mais transportar. Os rios apenas respondem ao modo pelo qual foram moldados ao longo de décadas – "do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento, mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem", diria o dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Os rios que cruzam a maior cidade do país estão geralmente comprimidos e escondidos em túneis de concreto sob as avenidas, alguns ganharam outros percursos – foram retificados, diriam os engenheiros – e não podem ser lembrados como alternativa para um passeio de fim de semana.

A transformação dos rios paulistas foi intensa e rápida. No início do século XX, os paulistanos se divertiam aos domingos nadando, pescando ou passeando de barco no rio Tietê – nas margens havia clubes, restaurantes e espaços para piquenique. A alegria acabou à medida que aumentava a descarga de resíduos das casas e das empresas no rio que na década de 1950 já era, como hoje, um esgoto a céu aberto, expondo o descaso com a natureza e o desapego à estética na cidade mais rica do país. Desde 1995, a despoluição do Tietê, o principal rio que cruza a metrópole, consumiu o equivalente a US$ 1,6 bilhão e reduziu o alcance da poluição, que chegava até Barra Bonita, a 260 quilômetros da capital, e hoje chega apenas até Salto, a 100 km, mas não terminou. Em abril de 2013, o governador de São Paulo anunciou a terceira etapa do programa de despoluição do rio Tietê, que prevê investimentos de US$ 2 bilhões – se tudo der certo, a coleta de esgotos passará dos atuais 84% para 87% e o tratamento de 70% para 84% em 2016. Outros R$ 439 milhões foram usados na despoluição de 137 dos 300 córregos da região metropolitana de 2007 a 2013. Estima-se que 
7 quilogramas (kg) de resíduos sejam lançados a cada segundo nos rios e córregos da Grande São Paulo, ainda vistos como área de descarte não só de esgoto residencial e industrial, mas também de entulho, garrafas plásticas, sofás e pneus e carros velhos.

"São Paulo afogou os rios", sintetiza o engenheiro e advogado Rodolfo Costa e Silva, coordenador dos programas de despoluição do rio Tietê e de requalificação das marginais dos rios Tietê e Pinheiros. "Queremos despoluir e manter os rios limpos", ele diz. "É uma despoluição hídrica e urbanística." Os programas que ele cooordena contam com a participação dos municípios da Grande São Paulo, empresas e organizações não governamentais e preveem a construção de ciclovias, calcadões e parques ao longo dos 50 quilômetros de marginais e a navegação dos rios, até mesmo unindo, por barco, os aeroportos de Congonhas e de Guarulhos.

VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=l9GF0qpOhOY

A cidade de São Paulo, com seus rios maltratados, "é um exemplo do que pode acontecer quando o poder de decisão está concentrado em poucos grupos de poder", diz o historiador Luis Ferla, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Curitibano radicado em São Paulo desde 1992, Ferla foi um dos curadores da exposição O tempo e as águas: formas de representar os rios de São Paulo, em cartaz até março no Arquivo Público do Estado de São Paulo, com 17 mapas, fotografias e cadernetas com registros do trabalho de campo de engenheiros e cartógrafos. Logo na entrada da exposição, um mapa de 5 metros de largura por quase 2 de altura compara o curso original – e sinuoso – dos rios Tietê e Pinheiros cruzando a Grande São Paulo em 1916, com o curso retificado, em 2013. A sobreposição dos trajetos sintetiza as ideias e interesses que resultaram em uma cidade de rios retos, encobertos, malcheirosos, cruzados por pontes com passagens de pedestres geralmente estreitas.

As pestes e a Light
No final do século XIX, o medo da morte foi o principal argumento para mudar os cursos dos rios da vila de São Paulo, inalterados por séculos. Pensava-se que a água estagnada nas várzeas, que já recebiam esgotos residenciais e acumulavam despejos de animais de criação, formando as chamadas ilhas de lodo, poderia favorecer a propagação de epidemias como as de febre amarela e febre tifoide, que acossavam os moradores das principais cidades paulistas. Portanto, foi para fazer os rios correrem com maior velocidade e evitarem doenças que os engenheiros à frente da Comissão de Saneamento das Várzeas e, logo depois, da Comissão de Saneamento do Estado ordenaram a retificação dos trajetos e a abertura de canais no Tamanduateí e no Tietê. Em um artigo publicado em 2012, o historiador Janes Jorge, professor da Unifesp que participou do planejamento da exposição, observou que as epidemias começaram a rarear, em razão principalmente da descoberta de seus reais agentes causadores, mas o mau cheiro persistiu: em 1927 o rio Tietê recebia cerca de 30 toneladas de esgoto por dia. Outras cidades, como Chicago, Washington, Londres e Moscou, viveram problemas similares à medida que cresciam, até construírem as estações de tratamento de esgotos.

A cidade de São Paulo se expandia rapidamente, acompanhando o aumento da produção das fazendas de café no interior do estado: o total de moradores passou de 15 mil em 1850 para 30 mil em 1870, 240 mil em 1900, 580 mil em 1920 – quando São Paulo já havia se consolidado como um polo comercial e industrial –, 1,3 milhão em 1940 e 6 milhões em 1960. O crescimento urbano acelerado favoreceu a ocupação das várzeas, áreas naturalmente alagáveis, visadas para a construção de casas e fábricas, e o avanço sobre os braços dos rios: o córrego Saracura, afluente do Anhangabaú, foi o primeiro a ser coberto e desaparecer, em 1906. Cada vez mais cercados, os rios transbordaram para além de seus limites naturais e as enchentes se tornaram mais intensas, frequentes e danosas, justificando ações mais radicais de retificação dos rios. No início, por meio de propostas como a do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito, de 1926, planejava-se o alinhamento dos principais rios de modo a conciliar seus diferentes usos – transporte, lazer, pesca, abastecimento de água, controle de enchentes e produção de energia elétrica –, mas as coisas não saíram desse modo.

© ACERVO ELETROPAULO

Avenida Leopoldina, às margens do rio Pinheiros, em São Paulo, durante a enchente de fevereiro de 1929

Avenida Leopoldina, às margens do rio Pinheiros, em São Paulo, durante a enchente de fevereiro de 1929

"Os projetos de retificação dos rios paulistanos foram empobrecendo e os interesses dos moradores ficaram de lado, por uma série de circunstâncias econômicas e políticas", diz Jorge. "As mudanças favoreceram quase exclusivamente a produção de energia elétrica, as vias expressas para automóveis e apropriação privada dos terrenos da várzea." Os planos iniciais se diluíram por causa, em boa parte, da influência da empresa canadense The São Paulo Trainway, Light and Power Company, conhecida como Light, que detinha o monopólio da produção e distribuição de energia elétrica na região de São Paulo. Para garantir mais água para a hidrelétrica de Cubatão, a Light tinha invertido o curso do Pinheiros e recebido o direito de ocupar as várzeas.

Um decreto de dezembro de 1928 determinava que "a linha máxima" da enchente de 1929 delimitaria a área que caberia à Light. Vários pesquisadores acreditam que a Light abriu as comportas da represa de Guarapiranga para ampliar a área alagada e receber mais terras, ainda que agravando os danos de uma das piores enchentes da cidade. "Daí para a frente, um fiscal de terras passou a proibir as pessoas de usarem a várzea, fosse para jogar bola ou levar cabras para beber água", disse a geógrafa Odete Seabra em uma entrevista ao Estado de S. Paulo em 2009. Em sua tese de doutorado, apresentada na Universidade de São Paulo em 1987 e hoje um estudo clássico sobre a ocupação das várzeas dos rios Tietê e Pinheiros, Odete mostrou, por meio de depoimentos, documentos e notícias de jornais, como a Light agravou a inundação, soltando a água de suas represas. Segundo ela, a Light assumiu o monopólio de fato e, abrindo e fechando as comportas da represa de Guarapiranga, afugentou os barqueiros que exploravam areia e pedregulho do Pinheiros. Depois, procurou-se resolver os litígios com os proprietários de terras próximas aos rios por meio da construção das avenidas marginais, que consolidaram a ocupação das várzeas dos rios. Para reduzir as enchentes, que continuaram, a saída encontrada foi aumentar a calha do Tietê. De 2002 a 2006, o rio foi rebaixado em média 2,5 metros, com a retirada de 9 milhões de metros cúbicos de terra e lixo, a um custo de R$ 1,1 bilhão, reduzindo bastante a probabilidade de transbordamentos.

© ARQUIVO PÚBICO DO ESTADO DE SP

O trajeto original e retificado do rio Tamanduateí

O trajeto original e retificado do rio Tamanduateí

Cachoeiras encobertas
"Começamos a nos afastar dos rios quando os rios deixaram de ter a função de comunicação e de transporte", diz a historiadora Iris Kantor, da USP. "Até o final do século XVIII havia uma cultura de valorização dos rios como forma de transporte de mercadorias e pessoas para o interior." Uma prova desse uso estratégico dos rios, segundo ela, é a Carta geographica de projeção espherica da Nova Lusitania ou América Portuguesa e Estado do Brasil, preparada pelo astrônomo mineiro Antonio Pires da Silva Pontes Leme a partir de 80 mapas e concluída em 1798, por encomenda do governo português, interessado em consolidar as fronteiras de sua colônia na América. "Meus colegas geógrafos dizem que, comparativamente, esse mapa traz informações mais detalhadas sobre os cursos dos rios, muitos deles ainda hoje pouco visíveis nas imagens de satélite." Os rios ainda são relevantes para o transporte de pessoas e de mercadores apenas na região Norte do país, em vista da dificuldade em construir e manter estradas em meio à floresta.

Ao selecionar o material do período colonial para a exposição do Arquivo Público, a equipe encontrou um mapa impressionante, intitulado Planta do rio Tietê ou Anemby na capitania de São Paulo desde a cidade do mesmo nome até à sua confluência com o rio Grande ou Paraná. Iris desconfiou da autenticidade da autoria – o nome de José Custódio de Sá e Faria estava escrito a lápis no verso do mapa –, consultou a obra da historiadora Isa Adonias e a base digital da Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro, e concluiu que o mapa deveria ser uma edição anônima de uma antiga carta hidrográfica do Tietê feita em 1789 pelo cartógrafo paulista  Francisco José de Lacerda e Almeida, que fez medições ao longo do curso do rio Tietê e de seus afluentes em 1788 e 1789, a pedido do então governador de Mato Grosso. A versão encontrada é um pouco posterior a 1810, pertenceu ao acervo do extinto Instituto Geográfico Geológico de São Paulo e contém muitas informações de natureza histórica e etnográfica que não constavam no mapa original de 1789.  O mapa detalha as cachoeiras, portos e fazendas que os viajantes deveriam passar rumo ao rio Paraná. "É um verdadeiro roteiro prático de navegação, no qual se indicam os lugares e pontos do percurso fluvial e terrestre por onde as canoas e as cargas deveriam ser transportadas ou empurradas por cordas e pelos braços dos pilotos e tripulantes", observa Iris.

© ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SP

As duas faces  do Noroeste: Em 1868, a mesma região era vista como

As duas faces do Noroeste: Em 1868, a mesma região era vista como "terrenos ocupados pelos indígenas feroses" no Atlas do Império do Brasil…

O mapa registra o salto de Itapura, quase na foz do Tietê, uma das cerca de 150 cachoeiras do Tietê encobertas pelos reservatórios das usinas hidrelétricas que transformaram também outros rios de São Paulo e de outros estados, gerando energia, mas também causando assoreamento e reduzindo a diversidade de peixes e outros organismos aquáticos. "As cidades do interior não precisam fazer as mesmas besteiras que fizemos em São Paulo", alerta Jorge. No entanto, o que se vê, por enquanto, são as cidades do interior que tentam ser modernas canalizando, cobrindo ou aterrando rios que, quando expostos, exibem uma carga crescente de poluição.

Em 2002, somente 17% do esgoto doméstico gerado nos 645 municípios do estado de São Paulo era tratado antes de ser jogado nos rios, reduzindo a qualidade da água e a diversidade biológica, de acordo com um estudo coordenado por Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP de Piracicaba. Em 2006, Juliano Groppo e Jorge de Moraes, do mesmo grupo, verificaram que a degradação da qualidade da água da bacia do rio Piracicaba, uma das mais prejudicadas no estudo anterior, persistia. "As agências responsáveis pela qualidade da água dizem que o tratamento de esgotos aumentou, mas não vimos melhoria palpável nos rios da região", diz Martinelli. "Não sei onde está o problema. Temos hoje um bom conjunto de leis, mas algo não está funcionando. Temos de ver onde falhamos." Em 2013, com base em amostras colhidas em 360 pontos do estado, Davi Cunha e outros pesquisadores da USP de São Carlos e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) verificaram que a qualidade da água continuava aquém dos limites impostos pela legislação.

Rios vivos outra vez?
"Temos de entender os momentos históricos", sugere o arquiteto Fernando de Mello Franco, secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, que em 2005 concluiu seu doutorado sobre a ocupação das várzeas e planícies fluviais da bacia de São Paulo, na Faculdade de Arquitetura da USP. São Paulo, ele acentua, não é mais uma cidade de passagem para comerciantes, migrantes e imigrantes. "Estamos em um momento de inflexão, com novos conceitos, como o de urbanismo da paisagem, em que a transformação do território não é realizado prioritariamente para amparar a produção, mas para amparar a vida. A paisagem não é dada, não desfrutamos a paisagem como um viajante do século XVI, somos nós que a construímos."

© ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SP

... e como

… e como "terrenos despovoados" no mapa da Sociedade Promotora de Imigração de São Paulo

Agora se procura resgatar um pouco da paisagem perdida. Prevista no programa de requalificação das marginais, a construção de uma ciclovia sobre o rio Pinheiros, unindo a Cidade Universitária ao parque Villa Lobos, deve começar em 2014. E até o final de 2014, segundo Costa e Silva, deve terminar a primeira etapa de despoluição do Tietê, que consiste na limpeza e arrumação dos afluentes e córregos de oito municípios próximos à nascente – Arujá, Mauá, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Mogi das Cruzes, Biritiba-Mirim e Salesópolis – que abrigam cerca de 1 milhão de pessoas. "Despoluir não é só tirar o esgoto dos rios", ele diz. Trata-se de uma operação complexa, que implica também a recuperação da vazão dos rios, redução do assoreamento, controle da drenagem e incentivo à arborização como forma de aumentar a permeabilidade das áreas urbanas. Em novembro de 2013 estudava-se a substituição das bocas de lobo, que deixam passar o lixo que segue para os rios, por grades, que retêm boa parte dos resíduos. "Estamos servindo às cidades", diz ele. "Não adianta inventar o que as cidades e seus moradores não querem."

À medida que os resultados se tornarem visíveis, Costa e Silva pretende promover... ( CONTINUA EM http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/12/18/entre-paredes-de-concreto/ )



Projeto
Implementação da tecnologia de sistemas de informações geográficos (SIG) em investigações históricas (13/05444-4). Modalidade Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa; Coordenador Luis Antonio Coelho Ferla – Unifesp; Investimento R$  51.907,60.

Artigos científicos
JORGE, Janes. Rios e saúde na cidade de São Paulo, 1890-1940. História e Perspectivas. v. 25, n. 47, p. 103-24. 2012.
JORGE, Janes. São Paulo das enchentes, 1890-1940. Histórica. n. 47, p. 103-24. 2012.
KANTOR, Iris. Mapas em trânsito: projeções cartográficas e processo de emancipação política do Brasil (1779-1822). Araucaria. v. 12, n. 24, p. 110-23. 2010.
CUNHA, D.G.F. et al. Resolução Conama 357/2005: análise espacial e temporal de não conformidades em rios e reservatórios do estado de São Paulo de acordo com seus enquadramentos (2005–2009). Engenharia Sanitária e Ambiental. v. 18, n. 2, p. 159-68. 2013.
MARTINELLI, L.A. et al. Levantamento das cargas orgânicas lançadas nos rios do estado de São Paulo. Biota Neotropica. v. 2, n.2, p. 1-18. 2002.










Migrações gravadas nos genes

Em http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/03/10/migracoes-gravadas-nos-genes/

Edição 217 - Março de 2014

© DANIEL BUENO

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Eventos históricos como comércio, invasões, migrações e escravatura são fontes de miscigenação entre os povos e deixam cicatrizes genéticas. Pensando nisso, um grupo de pesquisadores do Reino Unido e da Alemanha conseguiu desenvolver um método estatístico que se utiliza das informações contidas nos fragmentos de DNA típicos de cada população. Esses fragmentos se tornam cada vez menores com o passar das gerações, por causa da recombinação entre os materiais genéticos de origem paterna e materna, o que permite acrescentar uma estimativa de tempo à genealogia traçada com base nesses trechos. A técnica permitiu a construção de um atlas da história da miscigenação humana, disponível no site. Por volta de uma centena de eventos ocorridos nos últimos 4 mil anos encontra explicação nos registros históricos, enquanto muitos outros ainda precisam ser investigados. Um exemplo é a entrada de DNA africano em populações do sul do Mediterrâneo e do Oriente Médio entre os anos 650 e 1900, o que pode coincidir com o tráfico de escravos iniciado no século VII. Estão no mapa as tribos Suruí e Karitiana, de Rondônia, nas quais não foram detectados indícios fortes de miscigenação. O trabalho, publicado na revista Science em 14 de fevereiro, fornece uma nova... ( continua em http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/03/10/migracoes-gravadas-nos-genes/ )