sexta-feira, 31 de maio de 2013

Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?


Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L'Enfant et de L'Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a "patologizar" muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre - que significa "matriz" ou "estrutura". Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra "não" resgata as crianças da "tirania de seus próprios desejos". E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque... ( continua em http://equilibrando.me/2013/05/16/por-que-as-criancas-francesas-nao-tem-deficit-de-atencao/ )

Dicionário feito por crianças revela a adultos um mundo que já esqueceram

Em http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/dicionario-feito-por-criancas-revela-a-adultos-um-mundo-que-ja-esqueceram/

Redação em 20 de maio de 2013

Um professor colombiano passou dez anos coletando definições de seus alunos e, como resultado, obteve um dicionário com verbetes ao mesmo tempo puros, lógicos e reais


os verbetes

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)


A Feira do Livro de Bogotá, que aconteceu no final de abril, teve como maior sucesso um livro chamado "Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças". Mais especificamente, uma parte dele: um dicionário feito por crianças que traz cerca de 500 definições para 133 palavras, de A a Z.

Apesar de lançado originalmente em 1999, o livro foi reeditado neste ano. Javier Naranjo, o autor, conta que compilou as informações durante dez anos enquanto trabalhava como professor em diferentes escolas do estado de Antioquía, região rural do leste do país.

A ideia surgiu quando, em uma comemoração do Dia das Crianças, ele pediu que seus alunos definissem a palavra "criança". O resultado encantou o professor – uma das definições era "uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo". A partir daí foram surgindo novas definições, que eram sempre anotadas e guardadas.

Para ele, as crianças têm uma lógica diferente, uma maneira própria de entender o mundo e de revelar muitas coisas que os adultos já... ( continua em http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/dicionario-feito-por-criancas-revela-a-adultos-um-mundo-que-ja-esqueceram/ )

Peruano resolve problema matemático indecifrável havia 271 anos

Em http://noticias.terra.com.br/educacao/peruano-resolve-problema-matematico-indecifravel-havia-271-anos,f7ccbe63ec6de310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

24 de Maio de 201311h05 atualizado às 11h39 

Pesquisador comprovou a conjectura fraca de Goldbach, considerada um dos problemas matemáticos mais difíceis da história


O matemático peruano Harald Andrés Helfgott conseguiu demonstrar a conjectura fraca de Goldbach, um problema da teoria dos números que ninguém havia conseguido resolver desde que foi proposta, em 1742. O responsável pela façanha tem 35 anos e vive em Paris, onde trabalha para o Centro Nacional para a Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês). A conjectura afirma que "todo número ímpar maior que 5 pode ser expresso como soma de três números primos".

Matemática: conheça os sete problemas mais difíceis do século 21

O problema, proposto por Christian Goldbach há 271 anos, se converteu em dor de cabeça para os melhores matemáticos dos últimos três séculos. Desde 1923, com o esforço de nomes como G. H. Hardy e John Edensor Littlewood, foram obtidos avanços importantes para a comprovação da conjectura, porém ela ainda não havia sido demonstrada de maneira incondicional. Em 1937, o teorema de Vinogradov mostrou que qualquer número ímpar suficientemente grande pode ser representado como a soma de três números primos. A definição de "suficientemente grande", porém, ficou pendente.

Helfgott publicou, em 2012 e neste ano, dois trabalhos acadêmicos reivindicando a melhoria das estimações dos arcos maiores e menores - o suficiente para demonstrar definitivamente a conjectura fraca de Goldbach. O estudo pode ser consultado, em inglês, neste link.

No entanto, essa pesquisa dificilmente contribuirá para a comprovação da conjectura "forte" de Goldbach - um dos problemas mais antigos não resolvidos da matemática e considerada por muitos o problema mais difícil da história dessa ciência. De acordo com o próprio Helfgott... ( continua em  http://noticias.terra.com.br/educacao/peruano-resolve-problema-matematico-indecifravel-havia-271-anos,f7ccbe63ec6de310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html )

El descubridor del déficit de atención confesó antes de morir que es un trastorno ficticio

Em http://actualidad.rt.com/ciencias/view/95483-psiquiatra-descubrio-tdah-enfermedad-ficticia

Publicado: 25 may 2013 | 17:08 GMT Última actualización: 29 may 2013 | 13:36 GMT

Siete meses antes de morir, el famoso psiquiatra estadounidense Leon Eisenberg, que descubrió el trastorno de déficit de atención e hiperactividad (TDAH), afirmó que se trata de "un ejemplo de enfermedad ficticia".
Esta afirmación, hecha por el destacado médico, fue publicada por el semanario alemán 'Der Spiegel'.

Los primeros intentos de explicar la existencia de este trastorno fueron llevados a cabo en los años 30. En aquel momento, los médicos que trataban a niños con un carácter inquieto y con dificultad para concentrarse les diagnosticaban el síndrome posencefálico, pese a que la mayoría de esos niños nunca habían tenido encefalitis.

Fue precisamente Leon Eisenberg quien en los años 60 volvió a hablar de dicho trastorno. En el año 1968 incluyó la enfermedad en el 'Manual diagnóstico y estadístico de los trastornos mentales'.

Uno de los principales logros de Eisenberg fue conseguir que la gente creyera que el TDAH tiene causas genéticas. El sentimiento de culpa de los padres desaparece de esa forma al pensar que el niño ha nacido así y el tratamiento con medicamentos es menos cuestionable. Sin embargo, pocos meses antes de su muerte, confesó que lo que debería hacer un psiquiatra infantil es tratar de establecer las razones psicosociales que pueden provocar determinadas conductas, un proceso que lleva tiempo por lo que "prescribir una pastilla contra el TDAH es mucho más rápido".

Después de estas revelaciones se puede mencionar otro estudio realizado por la psicóloga estadounidense Lisa Cosgrove. Según esta profesional, de los 170 miembros del grupo que trabaja con el 'Manual de los trastornos mentales', el 56% tenía una o más relaciones financieras con... ( continua em http://actualidad.rt.com/ciencias/view/95483-psiquiatra-descubrio-tdah-enfermedad-ficticia )

Nestlé e seu sistema de monitoramento de Mídias Sociais

Em http://midiaboom.com.br/brasil-2/nestle-e-seu-sistema-de-monitoramento-de-midias-sociais/

- 31 de outubro de 2012

A Nestlé é uma das marcas mais conhecidas no mundo todo, principalmente pelas gerações mais conectadas que adoram seus chocolates, como por exemplo o Kit Kat. Com sede na Suiça, a empresa decidiu que precisava entender melhor o que acontece na web com relação a sua marca e produtos e criou o "Digital Acceleration Team".  Um centro com profissionais dedicados especialmente ao monitoramento de Redes Sociais.

A equipe de profissionais, que são mais de 20 pessoas, são exclusivamente para o monitoramento de Social Media e para contenção de crise.

Segundo o Digital Journal, a Nestlé atualmente vale 200 Bilhões e preservar essa marca vale todo o investimento para... ( continua em http://midiaboom.com.br/brasil-2/nestle-e-seu-sistema-de-monitoramento-de-midias-sociais/ )

10 fatos incríveis sobre o DNA

Em http://hypescience.com/10-fatos-incriveis-sobre-o-dna/ podemos encontrar a coletânea a seguir (Por em 4.05.2013 as 12:00):

1. Neandertais e humanos cruzaram
2. Pessoas nascidas depois de 1955 têm carbono radioativo em seu DNA
3. É possível ter dois conjuntos de DNA em um corpo
4. DNA é a melhor mídia de armazenamento digital do mundo
5. Pode ser possível criar um "humanzé"
6. DNA comprova que vikings tiveram contato com nativos americanos séculos antes de Colombo
7. Todas as chitas são quase geneticamente idênticas
8. Existem animais com DNA virtualmente imortal
9. Erro de DNA já "criou" serial killer
10. Cópias de DNA de indivíduos proeminentes estão guardadas na Estação Espacial Internacional

Artista recria rostos baseada no DNA que encontra em bitucas de cigarro e chicletes mastigados

Em http://hypescience.com/artista-recria-rostos-baseada-no-dna-que-encontra-em-bitucas-de-cigarro-e-chicletes-mastigados/

Por em 8.05.2013 as 14:00

Não é ficção científica de Hollywood: a artista americana Heather Dewey-Hagborg realmente recria os rostos de pessoas a partir de seu DNA, que ela encontra em vários objetos jogados nas ruas, como bitucas de cigarro e chicletes mastigados.
Heather extrai o DNA desses objetos e estuda determinadas regiões do genoma que são diferentes para cada pessoa. Em seguida, ela envia os resultados para um laboratório e recebe, basicamente, arquivos de texto cheios de sequências de As, Ts, Cs e Gs, os nucleotídeos que compõem o DNA.
Por fim, Heather coloca essas informações em um programa de computador personalizado, que ela mesma escreveu, para parametrizar um modelo 3D de um rosto. "Por exemplo, sexo, ascendência, cor dos olhos, cor do cabelo, sardas, pele mais clara ou mais escura, e algumas características faciais como largura do nariz e distância entre os olhos são alguns dos traços que estou em processo de estudar", explica.
No entanto, os retratos não têm precisão extrema. Heather afirma que eles possuem linhas e ascendências semelhantes, mas podem se parecer mais com um possível primo do que com a pessoa em si. "A pesquisa sobre a morfologia facial ainda está em estágios muito iniciais", conta.
Para entender essa relação, veja abaixo uma foto da pesquisadora ao lado de um modelo 3D de seu rosto feito a partir de seu DNA.
http://www.boredpanda.com/blog/wp-content/plugins/copyrightWrapper/watermark.php?display=true&image=http://bp.uuuploads.com/stranger-visions-dna-3d-portraits/stranger-visions-dna-3d-portraits-8.jpg

O trabalho

Abaixo, é possível conferir algumas amostras do trabalho de Heather... ( continua em http://hypescience.com/artista-recria-rostos-baseada-no-dna-que-encontra-em-bitucas-de-cigarro-e-chicletes-mastigados/ )