sexta-feira, 31 de maio de 2013

Finalmente um computador quântico que realmente funciona?

Em http://hypescience.com/d-wave-systems-um-computador-quantico-que-realmente-funciona/

Por em 10.05.2013 as 10:56

D-Wave Systems, a empresa canadense que vendeu um computador quântico para a Lokheed Martin e foi criticada por vender equipamentos que não têm a performance esperada (ou prometida) de um computador quântico, está de novo nas manchetes.

Desta vez, um de seus equipamentos foi testado para problemas de otimização, que são problemas que demandam muito poder computacional. Quem fez o teste foi a professora Catherina C. McGeoch, do Amherst College. O resultado do teste foi animador, segundo a professora: o D-Wave foi 3.600 vezes mais rápido que computadores de alta performance.

Isso prova que o computador funciona? Sim, nesse caso, ele funciona.

Mas esta não é toda a história. O teste não prova que o computador é um computador quântico; a professora McGeoch testou apenas a velocidade do equipamento, não sua tecnologia. "Eu estou mais interessada em o quão boa é esta máquina, não se é ou não quântica".

O problema de otimização pode ser comparado ao problema do caixeiro viajante: um caixeiro viajante tem algumas cidades a visitar, e precisa de um roteiro de viagem que seja o mais rápido possível, consuma menos energia, e não deixe nenhuma cidade de fora.

Não se engane com a simplicidade da declaração do problema: quanto maior o número de cidades e de ligações entre elas, maior o tempo que o seu computador vai levar para chegar à melhor solução – o número de possíveis caminhos aumenta exponencialmente com o aumento do número de cidades e caminhos.

Com isso, não é difícil que haja casos em que a solução demoraria mais tempo para ser encontrada do que a expectativa de vida do universo (alguns trilhões de anos) usando computadores normais (não quânticos).

A professora McGeoch, que tem mais de 25 anos de experiência em testar a velocidade de computadores, apresentou ao D-Wave três problemas diferentes envolvendo otimização. Em dois deles, o D-Wave foi um pouquinho mais rápido, e no terceiro, a diferença de velocidade foi notável.

O D-Wave resolve problemas de otimização colocando-os em um contexto de consumo de energia: a menor energia necessária para chegar a uma solução, que se acredita ser obtida rapidamente através de processos quânticos, é a resposta. Segundo a professora McGeoch, o chip da D-Wave teve boa performance e pode ter melhores resultados no futuro, com chips mais poderosos.

O artigo "Experimental Evaluation of an Adiabatic Quantum System for Combinatorial Optimization" (Avaliação Experimental de um Sistema Quântico Adiabático para Otimização Combinatória) já foi apresentado em palestras no Amherst College, e... ( continua em http://hypescience.com/d-wave-systems-um-computador-quantico-que-realmente-funciona/ )

Fuga de talentos científicos é realidade no Brasil

Em http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2013/05/14/interna_tecnologia,386868/fuga-de-talentos-cientificos-e-realidade-no-brasil.shtml

Vivência no exterior é inerente à pesquisa e base do Ciência sem Fronteiras, que quer globalizar a inovação nacional. No entanto, muitos pesquisadores temem voltar e enfrentar dificuldades

Publicação: 14/05/2013 10:00 Atualização: 14/05/2013 10:21

Carolina Cotta



Aos 38 anos, o paulista Alysson Muotri é professor de medicina na Universidade da Califórnia em San Diego. Conseguiu aquilo que muitos brasileiros que investem em formação no exterior procuram: fazer pesquisa com a melhor estrutura possível. Estudioso de células-tronco e neurociência, o pesquisador expatriado convive com pessoas de todo o mundo, inclusive outros brasileiros. San Diego, "reformulada" para ser um polo de pesquisa, respira ciência. Muotri saiu do Brasil em 2008 para fazer seu pós-doutoramento. Segundo ele, não há massa crítica em células-tronco no Brasil. "É uma área nova. Precisamos gerar mão de obra especializada." Mas, em termos de financiamento, acredita que nosso país está melhor que os Estados Unidos nestse momento. "Entretanto, faltam verbas para infraestrutura e importação, o que dificulta a pesquisa." Apesar de adorar a possibilidade de voltar, ele acha que sua contribuição lá fora é mais forte. "Mas voltaria se tivesse no Brasil as mesmas condições que tenho aqui."

Diogo Magnani, de 30, escolheu a Universidade de Wisconsin para seu doutorado, sete anos atrás. Atualmente é pesquisador na Universidade de Miami, onde investiga vacinas para dengue e HIV. São boas as perspectivas por lá, mas ele considera voltar um dia. "Sinto que posso contribuir muito com minha experiência para desenvolver a ciência e biotecnologia brasileira." A internacionalização é inerente à pesquisa e base de um dos mais audaciosos programas do governo federal brasileiro. O Ciência sem Fronteiras, lançado em 2011, quer consolidar, expandir e globalizar a ciência e a tecnologia, a inovação e a competitividade nacional. A iniciativa conjunta dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC) prevê a emissão de 101 mil bolsas até 2015. Até agora já foram quase 40 mil bolsas, a maior parte delas para a graduação no exterior.

Apesar dos altos investimentos do projeto, os pesquisadores vão e voltam. Alguns apenas para a visita anual à família. É preciso matar saudade do boteco, da comida caseira, do calor brasileiro. Diogo Magnani faz questão. Sente saudades. Mas muitos ficam por lá. A fuga de talentos é uma realidade. O MCTI não tem dados sistematizados de quantas pessoas saem e não voltam. Segundo o secretário-executivo da pasta, Luiz Antonio Rodrigues Elias, o país está aberto e quer construir um programa para mostrar a esses pesquisadores expatriados a ambiência que o país tem hoje. "Mas mesmo esses pesquisadores que passam por uma universidade de excelência no exterior e acabam ficando mantêm rede de colaboração com o Brasil", defende Elias.

Caso de Alysson Muotri. Seu laboratório treinou praticamente toda a primeira geração de pesquisadores em células-tronco pluripotentes humanas no Brasil. "Formamos mais de 30 pessoas que estão espalhadas pelo país, tentando fazer pesquisa de ponta. Só conseguimos isso porque meu laboratório tem um vínculo positivo e parceria com o Brasil", explica.

Meritocracia

Lucas Pinto, de 29, engrossa o time de cientistas que por enquanto vão se manter nos Estados Unidos. Ele nasceu lá, durante o doutorado do pai, mas foi na Universidade Federal de Minas Gerais que iniciou sua formação. A escolha por um doutorado fora teve vários motivos, entre eles o fato de acreditar que na sua área, a neurociência, teria uma formação mais sólida e mais oportunidades.

Terminando o quarto ano de doutorado na Universidade da Califórnia, em Berkeley, considera o mecanismo de fomento norte-americano mais meritocrático. "O sistema brasileiro desfavorece os pesquisadores no começo de carreira. A distribuição de verbas para pesquisa precisa ser reformulada para ser mais baseada nos méritos científicos das propostas de financiamento e menos no nome dos pesquisadores", sugere.

A mesma crítica vai para os indicadores de produtividade. Lucas vê com preocupação o fato de no Brasil o número de artigos publicados ter mais peso que a qualidade e impacto das publicações. "Para financiamento, os pesquisadores aqui são forçados a publicar artigos em grande quantidade, o que inevitavelmente dilui a contribuição de cada trabalho para a ciência. Outra diferença é a massa crítica de cientistas, muito maior nos EUA. Isso gera maior colaboração, ventilação de ideias e inserção na comunidade científica, o que é essencial, dado que a ciência é um esforço comunitário."

Valores de bolsas são criticados

O doutorado sanduíche é a segunda modalidade mais atendida pelo Ciência sem Fronteiras e levou Matheus Pereira Porto, de 30 anos, a uma das instituições de ensino mais consagradas do mundo: a Universidade da Califórnia, onde está desde outubro e se dedica a estudar refrigeração e armazenamento de energia renovável. Doutorando em engenharia mecânica pela UFMG, se impressiona com o empreendedorismo. "Aqui se tem toda uma estrutura para fazer pesquisa ganhando dinheiro. Infelizmente, o Brasil ainda não está preparado para isso." Ele e colegas veem falhas no programa, como a falta de plano de saúde para os intercambistas.

Em pós-doutoramento no Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia, Maximiller Dal-Bianco  Costa, de 31, reclama dos valores das bolsas. "Recebemos abaixo do mínimo exigido por lei para trabalhar aqui. Somos contratados com funções diferentes da que desempenhamos e aceitamos por ser uma oportunidade única. Está na hora de parar de justificar o 'investimento na carreira' como forma de pagar pouco. Como é que um profissional desenvolve experimentos caríssimos e recebe uma porção ínfima para seu sustento? Está errado", desabafa Maximiller, doutor em ciências biológicas pela Universidade de São Paulo.

Pessoalmente, ele quer voltar para o Brasil – exigência do Ciência sem Fronteiras –, profissionalmente, não. "A perspectiva aqui é muito melhor. É difícil pensar em voltar para um lugar com estrutura inferior. No entanto, tem o investimento colocado em nossas carreiras pelo governo e o retorno que podemos levar para o nosso país. O modelo do Ciência sem Fronteiras é perfeito e está funcionando bem. No entanto, é só um pontapé inicial. O país terá que abrir mercado para abrigar esta nova geração de cientistas", diz.

Em 2012, a aluna de farmácia Marina Santos, de 24 anos, estudou na University of Missouri, nos EUA, e fez um estágio na Amgen, uma das maiores empresas de biotecnologia do mundo. Constatou que as pesquisas nos Estados Unidos ocorrem de forma mais rápida e contam com muito mais... ( continua em http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2013/05/14/interna_tecnologia,386868/fuga-de-talentos-cientificos-e-realidade-no-brasil.shtml )

sábado, 4 de maio de 2013

Instituto britânico alerta para riscos de extinção da raça humana 59

Sean Coughlan
24/04/201309h29

Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade.

E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.

No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana.

O diretor do Instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.

Boas notícas, primeiro

Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom diz acreditar que a humanidade estaria propensa a sobreviver.

Isso porque nossa espécie já sobreviveu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor.

E ao longo do espaço de um século, ele afirma que o risco de extinção em decorrência do impacto de asteroides e supererupções vulcânicas permanece sendo "extremamente pequeno".

Até mesmo as perdas sem precedentes autoimpostas no século 20, com duas guerras mundiais e epidemia de gripe espanhola, deixaram de prevenir a ascensão do crescimento da população humana global.

Uma guerra nuclear poderia causar destruição sem precedentes, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e, assim, permitir, que a espécie continue.

Mas se existem todos esses atenuantes, com o que deveríamos estar preocupados?

Ameaças sem precedentes

Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes. Estas são "ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido".

O diretor do Instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências.

Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e do imprevisível.

A biologia sintética, onde a biologia se encontra com a engenharia, promete grandes benefícios médicos, mas Bostrom teme efeitos não previstos na manipulação da biologia humana.

A nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Ele tem escrito que governos futuros terão um grande desafio ao controlar e restringir usos inapropriados.

Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou maquinal possa interagir com o mundo externo. Esse tipo de inteligência orientada por computadores pode ser uma poderosa ferramenta na indústria, na medicina, na agricultura ou para gerenciar a economia, mas enfrenta também o risco de ser completamente indiferente a qualquer dano incidental.

Sean O'Heigeartaigh, um geneticista do Instituto, traça uma analogia com o uso de algoritmos usados no mercado de ações.

Da mesma forma que essas manipulações matemáticas, argumenta, podem ter efeitos diretos e destrutivos sobre economias reais e pessoas de verdade, tais sistemas computacionais podem "manipular o mundo verdadeiro".

Em termos de riscos biológicos, ele se preocupa com boas intenções mal aplicadas, como experimentos visando promover modificações genéticas e desmanter e reconstruir estruturas genéticas.

Um tema recorrente entre o eclético grupo de pesquisadores é sobre a habilidade de criar computadores cada vez mais poderosos.

O pesquisador Daniel Dewey, do Instituto, fala de uma "explosão de inteligência", em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável.

"A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores", afirma o perito americano, um especialista em super inteligência maquinal que trabalhou anteriormente na Google.

Efeito em cadeia

Juntamente com a biotecnologia e a nanotecnologia, ele afirma que essas novas tecnologias poderiam gerar um "efeito em cadeia, de modo que, mesmo começando com escassos recursos, você pode criar projetos com potencial de afetar todo o mundo".

O Instituto do Futuro da Humanidade em Oxford integra uma tendência centrada em pesquisar tais grandes temas. O Instituto foi uma iniciativa do Oxford Martin School, que abrange acadêmicos de diferentes áreas, com o intuito de estudar os "mais urgentes desafios globais".

Martin Rees, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia britânica é um dos defensores do Centro de Estudos de Risco Existencial e afirma que "este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade".

Nick Bostrom afirma que o risco existencial enfrentando pela humanidade "não está no radar de todo mundo". Mas... ( continua em http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2013/04/24/instituto-britanico-alerta-para-riscos-de-extincao-da-raca-humana.htm )

Cabe ao empregado comprovar a identidade de funções no pedido de equiparação salarial

10/04/2013
O pedido feito se baseou no artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),

Cristina Gimenes

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) absolveu o Centro Universitário Franciscano (Unifra) de pagar equiparação salarial a um professor que não demonstrou a identidade de funções entre ele e dois colegas, cujas remunerações eram superiores à sua.  Segundo o relator do caso no TST, ministro Walmir de Oliveira da Costa (foto), a condenação imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) foi equivocada, uma vez que é do empregado a obrigação de provar a existência de igualdade no desempenho das funções exercidas por se tratar de fato constitutivo de seu direito.

O professor assistente da Unifra havia obtido êxito ao recorrer ao TRT-4, que reformou a sentença de primeiro grau – que por sua tinha julgado improcedente a pretensão do autor da reclamação trabalhista.

Entenda o caso

O pedido feito se baseou no artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que dispõe que todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador e na mesma localidade, deverá ser remunerado com salário equivalente. De acordo com o reclamante, ele realizava funções idênticas às de dois professores da Unifra, mas com remuneração inferior.

A instituição negou o direito pretendido, explicando que a condição entre os paradigmas indicados não era similar à do reclamante, que é portador do título de mestre, enquanto os outros são doutores. Acrescentou que um dos indicados, inclusive, somente passou a receber salário maior do que o do autor após obter sua titulação no grau de doutorado, quando deixou de trabalhar como professor assistente, para exercer o cargo de professor.

Convencido pelas provas dos autos, o juiz da 2ª Vara do Trabalho de Santa Maria deu razão à empregadora e julgou improcedente o pedido do profissional de ensino.

Ao apreciarem o recurso ordinário do empregado, os desembargadores gaúchos entenderam, primeiramente, que era incumbência da reclamada fazer a comprovação do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da equiparação salarial. Em seguida, após examinarem as provas dos autos, concluíram que a reclamada não se desincumbiu satisfatoriamente do seu ônus, o que acarretou na condenação ao pagamento das diferenças salariais decorrentes da equiparação aos dois outros professores.

Inconformada com a reforma da sentença, a Unifra recorreu ao TST.

O recurso foi analisado pela Primeira Turma do TST. O relator, ministro Walmir Oliveira da Costa, constatou a ocorrência de violação ao artigo 818 da CLT, no qual são estabelecidas as regras do dever de prova pelas partes.  Para o ministro, a decisão Regional também contrariou os termos do item VIII, da Súmula nº 06, do TST.

Decisão no TST

De acordo com a decisão, é do empregado o ônus de provar o requisito da identidade de funções, por se tratar de fato constitutivo de seu direito, conforme prevê o artigo 818 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Os integrantes da Turma também entenderam que houve contrariedade aos termos da Súmula nº 6, VIII, deste Tribunal. É que o TRT Gaúcho deferiu a equiparação salarial entre profissionais que possuem titulação em graus diferentes, ou seja, dissentindo da regra do artigo... ( conitnua em http://www.contadores.cnt.br/portal/noticia.php?id=28578&Cat=1&Cabe%20ao%20empregado%20comprovar%20a%20identidade%20de%20fun??es%20no%20pedido%20de%20equipara??o%20salarial.html )

Stefanini: 100 mil horas na Procergs

Maurício Renner // segunda-feira, 29/04/2013 16:29

A Stefanini já entregou mais de 100 mil horas de desenvolvimento na Procergs, depois de levar um contrato de fábrica de software na estatal gaúcha de processamento de dados em 2009.

A informação faz parte de uma nota divulgada pela Stefanini destacando as realizações do período, que incluem o desenvolvimento de um sistema informatizado de controle de informações dos 90 presídios do Rio Grande do Sul desenvolvido em Java com banco de dados Oracle.

É difícil de saber o quanto as 100 mil horas entregues significam em relação ao que foi adquirido pela estatal há quatro anos atrás.

A licitação, a maior do gênero já realizado na história da Procergs, era para contratar 20 mil pontos de função em linguagens Net, Java, VB6 DNA e Delphi e quatro mil horas de consultoria técnica por um período máximo de cinco anos.

Não existe uma equivalência clara entre o ponto de função – métrica conhecida como o "metro quadrado do software – e as horas de desenvolvimento usadas em cada ponto, que podem variar de acordo com a qualidade dos programadores alocados.

O desenvolvimento típico de um ponto de função em Java, por exemplo, fica em 8h, mas a quantidade pode variar em menos 3h ou mais 4,5h. Em .Net, a média é 8h, com uma variação ainda maior, entre menos 3h ou mais 6h.

A reportagem do Baguete procurou a Stefanini para questionar quantos pontos de função haviam sido entregues, o que determinaria a proximidade ou não de uma nova licitação, mas a empresa – talvez por isso mesmo – disse que não divulgaria os dados.

A Stefanini levou o contrato com uma oferta de R$ 8,2 milhões, pouco menos da metade da previsão da... ( continua em http://www.baguete.com.br/noticias/29/04/2013/stefanini-100-mil-horas-na-procergs )

Vírus infecta mais de 2 milhões de dispositivos Android

22/04/2013 | 16h20

O "Bad News", segundo a empresa de segurança Lookout, infectou 32 aplicativos da Google Play


Mais de de 2 milhões de dispositivos com o sistema Android foram alvo do ataque de um novo vírus descoberto pela empresa de segurança de dispositivos móveis Lookout. O "Bad News", como é chamado, é um tipo de malware e infectou 32 aplicativos da loja virtual Google Play.

Segundo a Lookout, o "Bad News" se disfarça como uma simples rede de publicidades e usa a capacidade de enviar mensagens de notícias falsas para promover outros vírus de monetização e aplicativos associados. A Google já excluiu os programas infectados da rede.

Verificar se a configuração do sistema que permite a instalação de aplicativos de "fontes desconhecidas" está desmarcada e adquirir um antivírus são as principais... ( continua em http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/tecnologia/noticia/2013/04/virus-infecta-mais-de-2-milhoes-de-dispositivos-android-4114311.html )

Pais criam cadernos virtuais para tornar mochila de filho mais leve

Em http://g1.globo.com/tecnologia/tem-um-aplicativo/noticia/2013/04/pais-criam-cadernos-virtuais-para-tornar-mochila-de-filho-mais-leve.html

22/04/2013 08h00 - Atualizado em 22/04/2013 08h00


Aplicativo para iPad teve 9 mil downloads em três meses.
Casal já recuperou 8% do investimento na criação do Studying Pad.

Lilian Quaino Do G1, no Rio


Studying Pad  (Foto: Reprodução da internet)Studying Pad (Foto: Reprodução da internet)

Ver o filho de 10 anos carregando todos os dias a mochila pesada com o material escolar fez uma promotora de Justiça e um advogado se tornarem empreendedores em soluções de tecnologia, investindo numa área bem distinta da formação em direito. Maria Juliana de Brito Santos Moysés e seu marido Luiz Antônio Moysés Junior, preocupados com as reclamações do filho João Victor, resolveram pensar num aplicativo para o iPad do garoto que substituísse os cadernos. A ideia vingou e hoje é usada por toda a família, até pela pequena Maria Fernanda, de 7 anos.

O casal que vive em Moramos em Nova Lima, cidade vizinha a Belo Horizonte (MG), bateu na porta da IDS Tecnologia, maior parceira Apple do Brasil, e encomendou o aplicativo, que a empresa mineira desenvolveu em cerca de 90 dias. Disponível para download por qualquer pessoa na Apple Store desde janeiro, o Studying Pad já é o sétimo mais baixado na categoria educação na loja virtual. A versão gratuita vem com dois cadernos, mas o estudante pode comprar a extensão com pacotes de até oito cadernos.

"Em três meses já foram mais de 9 mil downloads. Pedimos para criarem também uma versão em inglês. O Brasil é o maior usuário, em segundo lugar vêm os EUA. Canadá, Inglaterra e Portugal também já aderiram ao aplicativo", comemora Juliana, empreendededora de primeira viagem.

Ela afirma que ainda este ano o aplicativo será desenvolvido para Android.

Studying Pad aberto (Foto: Reprodução da internet)Studying Pad aberto (Foto: Reprodução da internet)



Juliana explica que os cadernos são muito funcionais, têm agenda sincronizada com o horário das aulas, cronograma de aulas, possibilidade de inclusão de fotos, aplicativo para desenhos, digitação por toque ou por teclado conectado via Bluetooth. O estudante pode ainda imprimir ou exportar o conteúdo em formato PDF para compartilhar as aulas com outros colegas.

Ela lembra que o aplicativo serve para alunos de todas as categorias - do ensino fundamental até concurseiros - ou para qualquer pessoa que goste de ter seus textos organizados e arquivados. Ela mesma tem cadernos do Studying Pad para suas receitas.

"O aluno marca na agenda o dia e o horário da aula de matemática e o aplicativo, naquela hora, já abre o caderno de matemática. O aplicativo permite imprimir e enviar por e-mail. Tem ainda um sistema de busca por palavra", explica Juliana.

A empreendedora já recuperou 8% do investimento que fez ao encomendar o aplicativo – ela ganha da Apple um percentual a cada download feito. Juliana explica que pagou à IDS um preço que considerou justo pelo desenvolvimento do produto e disse que o investimento, que não revelou, é acessível a qualquer família de classe média.

"A gente apostou. Não entendemos nada disso. Levamos a ideia à IDS e pedimos para desenvolverem o aplicativo. Fizeram fielmente tudo que eu sugeri", disse Juliana.

O diretor responsável pela área técnica e estudo de novas soluções da IDS, Patrick Tracanelli, diz que a próxima etapa é firmar parcerias com instituições de ensino para usar o aplicativo como ferramenta pedagógica. Ele explica como desenvolveu o produto:

"Fazemos a entrega de um aplicativo em aproximadamente 90 dias. É um processo minucioso que consiste em algumas etapas, como definição do escopo com o cliente, orçamento, desenvolvimento do mapa de funcionalidades, criação da interface e identidade visual, adequação e criação de frameworks, entre outras. A pessoa torna sua ideia realidade e ainda consegue uma fonte de renda pois, para cada download, 70% do valor vai para ela e o restante para a Apple".

Patrick acredita que o Studying Pad tem potencial para se tornar uma grande rede social de aprendizado, focado no processo de negócio das... ( continua em http://g1.globo.com/tecnologia/tem-um-aplicativo/noticia/2013/04/pais-criam-cadernos-virtuais-para-tornar-mochila-de-filho-mais-leve.html )